Banksy – Subvertendo o mundo da arte!
Nasceu em 1974, em Bristol, Banksy iniciou seus trabalhos aos 14 anos.O graffiteiro é tímido. Não gosta muito de se mostrar. Quando aparece, é com a indumentária normal de um graffiter que não se quer dar a conhecer, afinal pintar nas paredes ainda não é legal, utilizando um capuz e óculos escuros. Sua identidade é incerta, não costuma dar entrevistas e fez da contravenção uma constante em seu trabalho, sempre provocativo.

Seus graffitis começarão inicialmente pintados em Bristol na Inglaterra, mas depois em várias outras cidades do mundo. Os locais por ele escolhido são os mais diversificados. Tanto pode ser um muro em um local abandonado, como uma parede de uma loja em uma rua bem movimentada de uma metrópole; pode ser Berlin, em um monumento russo, ou na Faixa de Gaza, entre outros lugares onde foram palcos nos quais Banksy expôs, sem autorização, suas pinturas iconoclásticas. Banksy também escreveu livros, anonimamente, nos quais ele apresenta com comentários fotos de seus graffiti . Com trabalho que circula entre a provocação, a intervenção social e política e manifestações anti-belicista. Tudo repleto de muita imaginação. Com arte por todo o lado e onde lhe apetece.É um artista, puro e duro, que faz arte e intervenção social através dela. E sem fazer discursos. Seus graffitis e suas pinturas são intervenções que, de um modo geral, exibem algum tipo de contraste que convidam o público a entender, pela eventual graça ou mesmo quando pretensamente sério, a denúncia desejada pelo artista. Banksy é o anônimo mais famoso que existe, radicalizaria assim o extremo oposto da radical fugacidade da fama warholiana. Mas os extremos coincidem, a fama e o anonimato generalizados se confundem. O anonimato de Banksy não deixa de ser sua fama, mas a sua arte não vai se submeter a nenhum desses extremos. Não ficará anônima, nem será fugaz.
VEJA MAIS SOBRE O TRABALHO DE BANKSY*
O City Museum & Art Gallery de Bristol, na Inglaterra, organiza a sua maior exposição de sempre no Reino Unido com os trabalhos de Banksy, que começou dia 13 de junho e vai até agosto. Não deixa de ser curioso que a mesma autarquia que o perseguiu durante muitos anos pague agora para expor as suas obras.A exposição foi feita secretamente e em nenhum momento houve contato pessoal entre o Banksy e o museu, logo na entrada: uma van de sorvete toda grafitada pelo artista e depois interações com os objetos do museu até chegar numa sala que abriga 100 trabalhos, entre eles há vários inéditos. “Esta é a primeira exposição que alguma vez fiz em que o dinheiro dos contribuintes está a ser usado para pendurar as minhas imagens em vez de ser para as limpar”, comentou Banksy em declarações à BBC, citada pelo Público. Além das mensagens e afirmações políticas (mais ou menos evidentes) de Banksy em cada peça – a carrinha de gelados incinerada, coberta de graffiti e com um polícia de motins com uma identificação em que “Police” é substituído por “Peace”, a galinha e seus pintos vigiados por câmaras de circuito fechado, a estátua do leão que devorou o seu domador – “Banksy v Bristol Museum” tem uma história própria. Kate Brindley, a directora do museu, uma das pouquíssimas pessoas que sabia (desde Outubro) qual a mostra que iria ocupar o seu Verão, nunca conheceu Banksy. “Ele esteve aqui, conhece bastante bem o museu”, mas “nunca o conhecemos”, explicou à BBC. “E isso é parte do charme da exposição”.
“Apesar do que dizem, o grafite não é o jeito mais baixa de se fazer arte. É na verdade uma das mais honestas formas de expressão artística. Não há elitismo ou hype, a obra é exibida nas melhores paredes que uma cidade tem para oferecer e todos podem apreciar, já que nenhum centavo é cobrado.” -Trechos do livro de Robert Banksy.

Gostar disso:
~ por carolinetfiore em 16/06/2009.
Publicado em Uncategorized
Tags: 1974, anonimato, arte, “Quando era criança costumava rezar todas as noites por uma bicicleta nova. Depois percebi que Deus não trabalha dessa forma, Bristol, buncksy, grafitte, intervenção social, londres, pintar nas paredes, por isso roubei uma bicicleta e rezei, primeira exposição











